Indústria contratou 26 mil em outubro, diz IBGE

A indústria contratou 26 mil empregados na passagem de setembro para outubro. A alta no número de ocupados no setor foi de 0,7%, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, na comparação com outubro de 2013, o número de trabalhadores no setor ainda é 3,4% menor, o equivalente a um corte de 123 mil vagas.

Na construção, a ocupação aumentou 3,1% em outubro ante setembro, o equivalente a mais 55 mil postos de trabalho. Na comparação com outubro de 2013, a alta foi de 1,4%, 24 mil empregados a mais.

No comércio, a queda na ocupação em outubro ante setembro foi de 0,7%, 32 mil vagas a menos. Em relação a outubro de 2013, o recuo é de 4%, 174 postos de trabalho eliminados.

Os serviços prestados a empresas aumentaram em 0,7% o total de ocupados em outubro ante setembro, 29 mil pessoas a mais. Na comparação com outubro do ano passado, a alta foi de 2%, com 76 mil vagas criadas.

Na educação, saúde e administração pública, o aumento nos ocupados foi de 1,5% em outubro ante setembro, mais 61 mil vagas.

Em relação a outubro de 2013, o crescimento foi de 0,3%, apenas 11 mil trabalhadores a mais.

Nos serviços domésticos, os ocupados aumentaram 1,8% em outubro ante setembro, 25 mil trabalhadores a mais.

Em relação a outubro do ano passado, o crescimento foi de 1,4%, um adicional de 20 mil empregados.

Nos outros serviços, houve estabilidade no total de ocupados no setor na passagem de setembro para outubro.

Na comparação com outubro de 2013, o aumento foi de 4,4%, o equivalente a 184 postos de trabalho a mais.

Fonte: Revista Exame

Incorporadoras vendem e lançam menos no trimestre

Incertezas econômicas, estoques elevados e o desaquecimento da demanda frearam os negócios das incorporadoras de capital aberto no último trimestre, provocando redução da venda de imóveis e dos lançamentos de novos projetos.

Os empreendimentos imobiliários lançados entre julho e setembro totalizaram R$ 2,5 bilhões em valor geral de vendas (VGV) - 23% menos do que nos mesmos meses do ano passado. Já as vendas contratadas atingiram R$ 3,3 bilhões, uma redução de 10% no trimestre.

O levantamento foi feito pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a partir do relatório operacional divulgado por oito das maiores companhias do País listadas na Bolsa (Cyrela, Gafisa, MRV, Direcional, EZTEC, Even, Helbor e Rodobens).

Os números de vendas ainda são parciais e devem ser revistos para baixo, pois algumas empresas anunciaram apenas o volume bruto de vendas, sem considerar a quantidade de distratos. Esses detalhes serão conhecidos só no próximo mês, com a divulgação dos balanços completos.

Segundo o diretor financeiro da EZTEC, Emílio Fugazza, o ano tem sido muito desafiador para o mercado imobiliário. Além dos feriados da Copa do Mundo terem esvaziado os estandes de vendas em junho e julho, o quadro eleitoral também interferiu no resultado. "Nessa situação, é difícil ter clareza para investir."

O arrefecimento do setor também pode ser explicado por problemas operacionais das próprias incorporadoras, que estão trabalhando com estoques altos, diz o analista de construção do banco JP Morgan, Marcelo Motta. "As empresas tiraram o pé do acelerador e adiaram novos projetos para não criar mais estoques", disse.

Motta lembrou que a prioridade das companhias é vender unidades já lançadas e controlar rescisões de vendas. Desde o ano passado, o distrato se tornou um problema de grandes proporções, reflexo do grande volume de obras em fase final.

Estoque

Os cancelamentos ocorrem no momento da conclusão das obras, quando o cliente que adquiriu a unidade na planta é repassado pela incorporadora para o banco, onde assumirá financiamento para quitar o saldo devedor. O problema é que muitos clientes não têm o crédito aprovado e são obrigados a abrir mão do imóvel, que retorna ao estoque.

Há também os casos de clientes que compraram o imóvel esperando valorização na revenda, mas têm optado por devolvê-lo espontaneamente. Como o preço já não sobe tanto, o negócio deixa de ser atrativo.

No terceiro trimestre, a Gafisa foi a única das oito empresas a informar o número de distratos. No caso da empresa, as rescisões atingiram 43,6% das vendas brutas entre julho e setembro. Na Tenda, subsidiária da companhia, o patamar foi ainda mais alto: 80,2%.

"A Tenda continua a finalizar e entregar seus projetos antigos, mantendo a política de cancelamento de vendas a clientes não elegíveis (ao financiamento bancário)", justificou a companhia, em relatório. Com a rescisão forçada, a Gafisa busca acelerar a revenda para compradores com condições financeiras melhores.

Outro ponto que contribuiu para a retração do mercado imobiliário foi o enfraquecimento da demanda. De acordo com Belmiro Quintaes, diretor de atendimento da imobiliária Lopes, os compradores têm levado mais tempo para fechar negócio, à procura de preços atrativos e ofertas especiais. "O cliente tem mais opções e está mais seletivo, então demora mais para definir a compra", disse.

Quintaes acredita que, com o fim do período eleitoral, pode haver melhora nas vendas e lançamentos. Ele pondera, no entanto, que a estabilização dos estoques levará muito tempo para acontecer, pois depende do aumento na velocidade de vendas, que, por sua vez, está associada à recuperação da economia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Revista Exame

Incorporadoras vendem e lançam menos no trimestre

Incertezas econômicas, estoques elevados e o desaquecimento da demanda frearam os negócios das incorporadoras de capital aberto no último trimestre, provocando redução da venda de imóveis e dos lançamentos de novos projetos.

Os empreendimentos imobiliários lançados entre julho e setembro totalizaram R$ 2,5 bilhões em valor geral de vendas (VGV) - 23% menos do que nos mesmos meses do ano passado. Já as vendas contratadas atingiram R$ 3,3 bilhões, uma redução de 10% no trimestre.

O levantamento foi feito pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a partir do relatório operacional divulgado por oito das maiores companhias do País listadas na Bolsa (Cyrela, Gafisa, MRV, Direcional, EZTEC, Even, Helbor e Rodobens).

Os números de vendas ainda são parciais e devem ser revistos para baixo, pois algumas empresas anunciaram apenas o volume bruto de vendas, sem considerar a quantidade de distratos. Esses detalhes serão conhecidos só no próximo mês, com a divulgação dos balanços completos.

Segundo o diretor financeiro da EZTEC, Emílio Fugazza, o ano tem sido muito desafiador para o mercado imobiliário. Além dos feriados da Copa do Mundo terem esvaziado os estandes de vendas em junho e julho, o quadro eleitoral também interferiu no resultado. "Nessa situação, é difícil ter clareza para investir."

O arrefecimento do setor também pode ser explicado por problemas operacionais das próprias incorporadoras, que estão trabalhando com estoques altos, diz o analista de construção do banco JP Morgan, Marcelo Motta. "As empresas tiraram o pé do acelerador e adiaram novos projetos para não criar mais estoques", disse.

Motta lembrou que a prioridade das companhias é vender unidades já lançadas e controlar rescisões de vendas. Desde o ano passado, o distrato se tornou um problema de grandes proporções, reflexo do grande volume de obras em fase final.

Estoque

Os cancelamentos ocorrem no momento da conclusão das obras, quando o cliente que adquiriu a unidade na planta é repassado pela incorporadora para o banco, onde assumirá financiamento para quitar o saldo devedor. O problema é que muitos clientes não têm o crédito aprovado e são obrigados a abrir mão do imóvel, que retorna ao estoque.

Há também os casos de clientes que compraram o imóvel esperando valorização na revenda, mas têm optado por devolvê-lo espontaneamente. Como o preço já não sobe tanto, o negócio deixa de ser atrativo.

No terceiro trimestre, a Gafisa foi a única das oito empresas a informar o número de distratos. No caso da empresa, as rescisões atingiram 43,6% das vendas brutas entre julho e setembro. Na Tenda, subsidiária da companhia, o patamar foi ainda mais alto: 80,2%.

"A Tenda continua a finalizar e entregar seus projetos antigos, mantendo a política de cancelamento de vendas a clientes não elegíveis (ao financiamento bancário)", justificou a companhia, em relatório. Com a rescisão forçada, a Gafisa busca acelerar a revenda para compradores com condições financeiras melhores.

Outro ponto que contribuiu para a retração do mercado imobiliário foi o enfraquecimento da demanda. De acordo com Belmiro Quintaes, diretor de atendimento da imobiliária Lopes, os compradores têm levado mais tempo para fechar negócio, à procura de preços atrativos e ofertas especiais. "O cliente tem mais opções e está mais seletivo, então demora mais para definir a compra", disse.

Quintaes acredita que, com o fim do período eleitoral, pode haver melhora nas vendas e lançamentos. Ele pondera, no entanto, que a estabilização dos estoques levará muito tempo para acontecer, pois depende do aumento na velocidade de vendas, que, por sua vez, está associada à recuperação da economia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte: Revista Exame

Custo da construção sobe 0,16% em setembro

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Caixa, teve inflação de 0,16% em setembro. A taxa é inferior à observada em agosto, que havia sido 0,52%.

Com a inflação de setembro, o custo da construção por metro quadrado passou a ser R$ 902,94. Os materiais de construção tiveram alta de preços equivalente a 0,2% e passaram a custar R$ 493 por metro quadrado.

Já a mão de obra teve inflação correspondente a 0,11%, passando a custar R$ 409,94.

Os estados de Santa Catarina e Paraíba tiveram as maiores variações da taxa, com 0,93% e 0,75%, respectivamente.

Por outro lado, nove estados tiveram queda do custo da construção, com destaque para Amazonas (-0,3%).

Fonte: Revista Exame

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