Qualidade das esquadrias é levada a debate

Boa parte dos problemas de má conservação energética no interior das edificações se deve à montagem de esquadrias em canteiro, com condições de fabricação precárias. Foi o que afirmou Francisco Vasconcellos, vice-presidente Administrativo e Financeiro do SindusCon-SP, no debate sobre o insumo realizado pelo 2º Fórum de Desenvolvimento Urbano e Construção Sustentável, no campus Vergueiro da Uninove.

“Se queremos ser montadores, precisamos ter controle absoluto sobre os produtos”, disse Vasconcellos. Ele ainda defendeu que a discussão sobre desempenho térmico seja acompanhada, num sentido bastante amplo, dos conceitos de coordenação modular. “Precisamos ter algo que proíba os fabricantes de colocar no mercado produtos fora de coordenação. Isso vale para todos os produtos”, salientou.

Na abertura do encontro, Ronaldo Cury, vice-presidente de Habitação Popular do SindusCon-SP, lembrou que houve evoluções relacionadas à sustentabilidade entre a primeira e a segunda fases do Programa Minha Casa Minha Vida, esperando-se que as exigências aumentem para a próxima. “Mas não é possível só cobrar. É preciso dar condições, pois às vezes [as exigências] não cabem na conta”, salientou.

De acordo com Cury, não há mais espaço para empresários que não levam a sustentabilidade em consideração. “Quem não se preocupa com isso já está tendo dificuldades para obter financiamentos”, alertou.

O evento foi aberto pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) e pelo reitor da Universidade, professor Eduardo Storópoli. Teixeira destacou a importância de o setor da construção desenvolver edificações capazes de consumir menos energia elétrica e também de conservá-la.

Também presente, Inês Magalhães, secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, afirmou que cerca de 50% das esquadrias disponíveis no mercado são não conformes. “Temos que trazer um conjunto de atores para a conformidade, sem criar monopólio”, ressaltou, mencionando o risco de favorecer apenas os maiores fabricantes.

Dentre os principais problemas, apontados por Fabiola Rago Beltrame, coordenadora da Comissão de Estudos Especiais de Esquadrias da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), está a falta de especificação por parte tanto de construtores quanto de fabricantes.

Fernando Simon Westphal, professor do Laboratório de Conforto Ambiental da UFSC, afirmou que “a vedação de frestas é mais importante do que o tipo de material”. Entretanto, continuou ele, não se deve direcionar a discussão acerca do desempenho de esquadrias para apenas um aspecto, pois é preciso conciliar conforto térmico e acústico.

Roberto Lamberts, pesquisador do Laboratório de Eficiência Energética em Edificações da UFSC, lembrou que a versão de 2013 da Norma de Desempenho eliminou a exigência por esquadrias com veneziana. Isso, na opinião dele, trouxe enorme prejuízo às habitações, pois esses elementos sozinhos são capazes de reduzir em até 2ºC a temperatura no interior dos ambientes. “Parece pouco, mas pode ser a diferença entre a pessoa ligar ou não o ar condicionado”, afirmou.

O presidente executivo da Afeaço (Associação Nacional dos Fabricantes de Esquadrias de Aço) no evento, André Luís de Freitas Silva, disse haver falta de apoio para que as empresas se adaptem às normativas. Além disso, os profissionais desconhecem as exigências. “Os engenheiros dos fabricantes não têm a menor ideia sobre como atender às normas”, revelou.

Fonte: SindusCon-SP

Indústria contratou 26 mil em outubro, diz IBGE

A indústria contratou 26 mil empregados na passagem de setembro para outubro. A alta no número de ocupados no setor foi de 0,7%, segundo os dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No entanto, na comparação com outubro de 2013, o número de trabalhadores no setor ainda é 3,4% menor, o equivalente a um corte de 123 mil vagas.

Na construção, a ocupação aumentou 3,1% em outubro ante setembro, o equivalente a mais 55 mil postos de trabalho. Na comparação com outubro de 2013, a alta foi de 1,4%, 24 mil empregados a mais.

No comércio, a queda na ocupação em outubro ante setembro foi de 0,7%, 32 mil vagas a menos. Em relação a outubro de 2013, o recuo é de 4%, 174 postos de trabalho eliminados.

Os serviços prestados a empresas aumentaram em 0,7% o total de ocupados em outubro ante setembro, 29 mil pessoas a mais. Na comparação com outubro do ano passado, a alta foi de 2%, com 76 mil vagas criadas.

Na educação, saúde e administração pública, o aumento nos ocupados foi de 1,5% em outubro ante setembro, mais 61 mil vagas.

Em relação a outubro de 2013, o crescimento foi de 0,3%, apenas 11 mil trabalhadores a mais.

Nos serviços domésticos, os ocupados aumentaram 1,8% em outubro ante setembro, 25 mil trabalhadores a mais.

Em relação a outubro do ano passado, o crescimento foi de 1,4%, um adicional de 20 mil empregados.

Nos outros serviços, houve estabilidade no total de ocupados no setor na passagem de setembro para outubro.

Na comparação com outubro de 2013, o aumento foi de 4,4%, o equivalente a 184 postos de trabalho a mais.

Fonte: Revista Exame

Incorporadoras vendem e lançam menos no trimestre

Incertezas econômicas, estoques elevados e o desaquecimento da demanda frearam os negócios das incorporadoras de capital aberto no último trimestre, provocando redução da venda de imóveis e dos lançamentos de novos projetos.

Os empreendimentos imobiliários lançados entre julho e setembro totalizaram R$ 2,5 bilhões em valor geral de vendas (VGV) - 23% menos do que nos mesmos meses do ano passado. Já as vendas contratadas atingiram R$ 3,3 bilhões, uma redução de 10% no trimestre.

O levantamento foi feito pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a partir do relatório operacional divulgado por oito das maiores companhias do País listadas na Bolsa (Cyrela, Gafisa, MRV, Direcional, EZTEC, Even, Helbor e Rodobens).

Os números de vendas ainda são parciais e devem ser revistos para baixo, pois algumas empresas anunciaram apenas o volume bruto de vendas, sem considerar a quantidade de distratos. Esses detalhes serão conhecidos só no próximo mês, com a divulgação dos balanços completos.

Segundo o diretor financeiro da EZTEC, Emílio Fugazza, o ano tem sido muito desafiador para o mercado imobiliário. Além dos feriados da Copa do Mundo terem esvaziado os estandes de vendas em junho e julho, o quadro eleitoral também interferiu no resultado. "Nessa situação, é difícil ter clareza para investir."

O arrefecimento do setor também pode ser explicado por problemas operacionais das próprias incorporadoras, que estão trabalhando com estoques altos, diz o analista de construção do banco JP Morgan, Marcelo Motta. "As empresas tiraram o pé do acelerador e adiaram novos projetos para não criar mais estoques", disse.

Motta lembrou que a prioridade das companhias é vender unidades já lançadas e controlar rescisões de vendas. Desde o ano passado, o distrato se tornou um problema de grandes proporções, reflexo do grande volume de obras em fase final.

Estoque

Os cancelamentos ocorrem no momento da conclusão das obras, quando o cliente que adquiriu a unidade na planta é repassado pela incorporadora para o banco, onde assumirá financiamento para quitar o saldo devedor. O problema é que muitos clientes não têm o crédito aprovado e são obrigados a abrir mão do imóvel, que retorna ao estoque.

Há também os casos de clientes que compraram o imóvel esperando valorização na revenda, mas têm optado por devolvê-lo espontaneamente. Como o preço já não sobe tanto, o negócio deixa de ser atrativo.

No terceiro trimestre, a Gafisa foi a única das oito empresas a informar o número de distratos. No caso da empresa, as rescisões atingiram 43,6% das vendas brutas entre julho e setembro. Na Tenda, subsidiária da companhia, o patamar foi ainda mais alto: 80,2%.

"A Tenda continua a finalizar e entregar seus projetos antigos, mantendo a política de cancelamento de vendas a clientes não elegíveis (ao financiamento bancário)", justificou a companhia, em relatório. Com a rescisão forçada, a Gafisa busca acelerar a revenda para compradores com condições financeiras melhores.

Outro ponto que contribuiu para a retração do mercado imobiliário foi o enfraquecimento da demanda. De acordo com Belmiro Quintaes, diretor de atendimento da imobiliária Lopes, os compradores têm levado mais tempo para fechar negócio, à procura de preços atrativos e ofertas especiais. "O cliente tem mais opções e está mais seletivo, então demora mais para definir a compra", disse.

Quintaes acredita que, com o fim do período eleitoral, pode haver melhora nas vendas e lançamentos. Ele pondera, no entanto, que a estabilização dos estoques levará muito tempo para acontecer, pois depende do aumento na velocidade de vendas, que, por sua vez, está associada à recuperação da economia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: Revista Exame

Incorporadoras vendem e lançam menos no trimestre

Incertezas econômicas, estoques elevados e o desaquecimento da demanda frearam os negócios das incorporadoras de capital aberto no último trimestre, provocando redução da venda de imóveis e dos lançamentos de novos projetos.

Os empreendimentos imobiliários lançados entre julho e setembro totalizaram R$ 2,5 bilhões em valor geral de vendas (VGV) - 23% menos do que nos mesmos meses do ano passado. Já as vendas contratadas atingiram R$ 3,3 bilhões, uma redução de 10% no trimestre.

O levantamento foi feito pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a partir do relatório operacional divulgado por oito das maiores companhias do País listadas na Bolsa (Cyrela, Gafisa, MRV, Direcional, EZTEC, Even, Helbor e Rodobens).

Os números de vendas ainda são parciais e devem ser revistos para baixo, pois algumas empresas anunciaram apenas o volume bruto de vendas, sem considerar a quantidade de distratos. Esses detalhes serão conhecidos só no próximo mês, com a divulgação dos balanços completos.

Segundo o diretor financeiro da EZTEC, Emílio Fugazza, o ano tem sido muito desafiador para o mercado imobiliário. Além dos feriados da Copa do Mundo terem esvaziado os estandes de vendas em junho e julho, o quadro eleitoral também interferiu no resultado. "Nessa situação, é difícil ter clareza para investir."

O arrefecimento do setor também pode ser explicado por problemas operacionais das próprias incorporadoras, que estão trabalhando com estoques altos, diz o analista de construção do banco JP Morgan, Marcelo Motta. "As empresas tiraram o pé do acelerador e adiaram novos projetos para não criar mais estoques", disse.

Motta lembrou que a prioridade das companhias é vender unidades já lançadas e controlar rescisões de vendas. Desde o ano passado, o distrato se tornou um problema de grandes proporções, reflexo do grande volume de obras em fase final.

Estoque

Os cancelamentos ocorrem no momento da conclusão das obras, quando o cliente que adquiriu a unidade na planta é repassado pela incorporadora para o banco, onde assumirá financiamento para quitar o saldo devedor. O problema é que muitos clientes não têm o crédito aprovado e são obrigados a abrir mão do imóvel, que retorna ao estoque.

Há também os casos de clientes que compraram o imóvel esperando valorização na revenda, mas têm optado por devolvê-lo espontaneamente. Como o preço já não sobe tanto, o negócio deixa de ser atrativo.

No terceiro trimestre, a Gafisa foi a única das oito empresas a informar o número de distratos. No caso da empresa, as rescisões atingiram 43,6% das vendas brutas entre julho e setembro. Na Tenda, subsidiária da companhia, o patamar foi ainda mais alto: 80,2%.

"A Tenda continua a finalizar e entregar seus projetos antigos, mantendo a política de cancelamento de vendas a clientes não elegíveis (ao financiamento bancário)", justificou a companhia, em relatório. Com a rescisão forçada, a Gafisa busca acelerar a revenda para compradores com condições financeiras melhores.

Outro ponto que contribuiu para a retração do mercado imobiliário foi o enfraquecimento da demanda. De acordo com Belmiro Quintaes, diretor de atendimento da imobiliária Lopes, os compradores têm levado mais tempo para fechar negócio, à procura de preços atrativos e ofertas especiais. "O cliente tem mais opções e está mais seletivo, então demora mais para definir a compra", disse.

Quintaes acredita que, com o fim do período eleitoral, pode haver melhora nas vendas e lançamentos. Ele pondera, no entanto, que a estabilização dos estoques levará muito tempo para acontecer, pois depende do aumento na velocidade de vendas, que, por sua vez, está associada à recuperação da economia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Fonte: Revista Exame

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