Governo promete reajustar limite do Minha Casa, Minha Vida

O governo federal reajustará em 2015 o valor limite dos imóveis que podem ser enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, de acordo com a secretária nacional da habitação, Inês Magalhães. "Para a meta de contratação de 2015 os valores serão revistos, como fazemos periodicamente", afirmou Inês, depois de participar de seminário sobre o programa habitacional realizado nesta segunda-feira em São Paulo. A secretária não condicionou o reajuste à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Inês explicou que o ajuste ainda não tem um porcentual definido nem uma data para entrar em vigor. Ela acrescentou que, ao não fixar um prazo específico para o ajuste, o governo federal busca evitar que empresários adiem o início de empreendimentos imobiliários para aguardar os novos valores, o que geraria interrupção na contratação de novos projetos que são de interesse da população de menor poder aquisitivo. "Perseguimos a não indexação da economia, e os ajustes nos valores serão dados a partir de uma análise dos custos", disse. A secretária frisou que o monitoramento nos custos é feito constantemente e que não tem notícia de projetos que foram suspensos por falta de viabilidade econômica.

Inês reafirmou a meta de contratação de três milhões de unidades na terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida, entre 2015 e 2018, conforme anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT). Desse montante, 350 mil ocorrerão no primeiro semestre do ano que vem, sob as mesmas condições vigentes, para evitar interrupção na contratação na passagem da segunda para a terceira fase do programa. Questionada, a secretária não confirmou nem descartou a aplicação dos ajustes nas primeiras contratações.

A última mudança no limite de preços do Minha Casa, Minha Vida ocorreu em 2012. Na ocasião, o teto das unidades em São Paulo, Rio e Brasília subiu de 170 mil para 190 mil reais. O limite varia de 90 mil a 170 mil reais nas demais cidades, dependendo do número de habitantes. Empresários da construção reclamam frequentemente da defasagem nos preços e na falta de previsibilidade sobre ajustes futuros. Mas consideraram positivo o acordo recente com o governo federal para estender o programa sob as condições atuais, com mais 350 mil contratações, evitando paralisações.

Fonte: Revista Veja

Construção vê pouco impacto da Lava Jato nas obras públicas

Representantes do setor empresarial da construção civil avaliam que a Operação Lava Jato deve ter pouco impacto no andamento de obras de infraestrutura do país.

“Pode atrasar, mas o Brasil não vai parar. Tem muitas empresas que são capacitadas a fazer pedaços menores dessas obras”, avaliou Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

A investigação, feita pela Polícia Federal, apura o envolvimento de grandes empreiteiras em um esquema de corrupção na Petrobras.

A entidade considera que a operação, apesar de trazer dificuldades a curto prazo, pode ser uma oportunidade para o setor reciclar as empresas que são contratados pelo Poder Público para fazer esse tipo de obra.

“Isso pode sanear o mercado. Além disso, pode-se ter mais recursos a longo prazo para utilizá-los melhor. Provavelmente, o mercado deve sofrer um pouco em 2015, mas pode ser melhor a médio e longo prazos”, analisou José Romeu Ferraz, presidente do sindicato.

Ferraz avalia que muitas empresas estão preparadas para assumir essas obras, mas será necessário adaptar editais de licitação de modo que permitam um maior número de construtoras habilitadas a participar da disputa.

“Adaptar ou flexibilizar editais. Talvez diminuir pacotes de obras para permitir que essas empresas possam entrar. Fazer consórcios. Há diversos instrumentos que podem permitir isso”, explicou.

Zaidan não acredita que a operação resulte na diminuição do investimento em infraestrutura. Qualquer impacto nesse sentido, só seria percebido, de acordo com ele, no ano de 2016.

O vice-presidente explica que isso ocorre porque as obras a serem feitas no próximo ano referem-se a concessões de pelo menos um ano e meio atrás.

“Já deu tempo para essas contratações terem seus projetos de investimentos resolvidos e virarem Produto Interno Bruto (PIB) no ano de 2015”, disse. São esses projetos, segundo o sindicato, que vão contribuir para evitar a recessão no setor no próximo ano.

A estimativa do SindusCon-SP é que o crescimento do setor de construção civil deve ficar próximo de zero em 2015.

A avaliação tem como base a fase de ajuste do mercado imobiliário, o menor crescimento da renda e do consumo das famílias e o fato de que as contratações de obras relacionadas a novos investimentos devem ocorrer com mais intensidade apenas no segundo semestre do ano. O empresariado aposta em um crescimento máximo de 0,5% em relação a 2014.

Fonte: Revista Exame

Confiança do setor da construção civil aumenta 1%

O Índice de Confiança da Construção (ICST) aumentou 1% em novembro ante recuo de 4% em outubro ao passar de 96,9 para 97,9 pontos, segundo a sondagem feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Apesar da melhora, o resultado é o segundo pior da série histórica.

“A melhora da confiança em novembro não permite ainda vislumbrar mudanças significativas no cenário do setor. O indicador de expectativas com a demanda para os próximos três meses atingiu o patamar mais baixo da série. A previsão de contratação continuou a evoluir negativamente, o que significa que as demissões podem ser mais fortes neste final de ano” observou, em nota, a economista Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da Ibre-FGV.

A pontuação em novembro cresceu mais em razão do maior otimismo dos empresários em relação aos negócios do momento. O Índice da Situação Atual (ISA-CST), evoluiu de -6,5%, em outubro, para 2,3%, em novembro, alcançando 90,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST), permaneceu estável em 105,4 pontos.

No quesito que avalia como o empresário vê a chance de bons negócios para os próximos três meses foi registrada queda de 3,2%, em relação ao mês de outubro, com 99,4 pontos. No entanto, quando sondados sobre a expectativa para os próximos seis meses, os empresários manifestaram mais otimismo com elevação do índice em 3%, alcançando 111,3 pontos.

Também estão mais confiantes os empresários do setor de edificações com taxa de 1,8% seguida de duas quedas consecutivas. Os dados foram coletados em 687 empresas , no período entre os últimos dias 3 e 21.

Fonte: Revista Exame

Qualidade das esquadrias é levada a debate

Boa parte dos problemas de má conservação energética no interior das edificações se deve à montagem de esquadrias em canteiro, com condições de fabricação precárias. Foi o que afirmou Francisco Vasconcellos, vice-presidente Administrativo e Financeiro do SindusCon-SP, no debate sobre o insumo realizado pelo 2º Fórum de Desenvolvimento Urbano e Construção Sustentável, no campus Vergueiro da Uninove.

“Se queremos ser montadores, precisamos ter controle absoluto sobre os produtos”, disse Vasconcellos. Ele ainda defendeu que a discussão sobre desempenho térmico seja acompanhada, num sentido bastante amplo, dos conceitos de coordenação modular. “Precisamos ter algo que proíba os fabricantes de colocar no mercado produtos fora de coordenação. Isso vale para todos os produtos”, salientou.

Na abertura do encontro, Ronaldo Cury, vice-presidente de Habitação Popular do SindusCon-SP, lembrou que houve evoluções relacionadas à sustentabilidade entre a primeira e a segunda fases do Programa Minha Casa Minha Vida, esperando-se que as exigências aumentem para a próxima. “Mas não é possível só cobrar. É preciso dar condições, pois às vezes [as exigências] não cabem na conta”, salientou.

De acordo com Cury, não há mais espaço para empresários que não levam a sustentabilidade em consideração. “Quem não se preocupa com isso já está tendo dificuldades para obter financiamentos”, alertou.

O evento foi aberto pelo deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) e pelo reitor da Universidade, professor Eduardo Storópoli. Teixeira destacou a importância de o setor da construção desenvolver edificações capazes de consumir menos energia elétrica e também de conservá-la.

Também presente, Inês Magalhães, secretária Nacional de Habitação do Ministério das Cidades, afirmou que cerca de 50% das esquadrias disponíveis no mercado são não conformes. “Temos que trazer um conjunto de atores para a conformidade, sem criar monopólio”, ressaltou, mencionando o risco de favorecer apenas os maiores fabricantes.

Dentre os principais problemas, apontados por Fabiola Rago Beltrame, coordenadora da Comissão de Estudos Especiais de Esquadrias da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), está a falta de especificação por parte tanto de construtores quanto de fabricantes.

Fernando Simon Westphal, professor do Laboratório de Conforto Ambiental da UFSC, afirmou que “a vedação de frestas é mais importante do que o tipo de material”. Entretanto, continuou ele, não se deve direcionar a discussão acerca do desempenho de esquadrias para apenas um aspecto, pois é preciso conciliar conforto térmico e acústico.

Roberto Lamberts, pesquisador do Laboratório de Eficiência Energética em Edificações da UFSC, lembrou que a versão de 2013 da Norma de Desempenho eliminou a exigência por esquadrias com veneziana. Isso, na opinião dele, trouxe enorme prejuízo às habitações, pois esses elementos sozinhos são capazes de reduzir em até 2ºC a temperatura no interior dos ambientes. “Parece pouco, mas pode ser a diferença entre a pessoa ligar ou não o ar condicionado”, afirmou.

O presidente executivo da Afeaço (Associação Nacional dos Fabricantes de Esquadrias de Aço) no evento, André Luís de Freitas Silva, disse haver falta de apoio para que as empresas se adaptem às normativas. Além disso, os profissionais desconhecem as exigências. “Os engenheiros dos fabricantes não têm a menor ideia sobre como atender às normas”, revelou.

Fonte: SindusCon-SP

Nakatomi do Brasil Construtora (54) 9999.9449 / (54) 3029.4766 - Caxias do Sul - RS

Facebook

Nakatomi do Brasil Construtora © Copyright 2019 - Todos os direitos reservados.

Digital Feeling Estúdio de Criação WCM3 Agência Web