Brasileiro gastou menos com a reforma da casa em 2014

O consumo formiga de materiais de construção, aquele feito a conta-gotas pelos brasileiros para reformar a casa ou fazer um "puxadinho", deve encerrar este ano no vermelho. Se as previsões se confirmarem, será a primeira queda sobre o ano anterior desde 2009, quando o País sentia os efeitos da crise financeira internacional.

Crédito mais caro e restrito, renda crescendo, porém em ritmo menor, e o cenário de incerteza que se traduziu na estagnação da economia durante este ano atrapalharam os planos de melhorar a moradia e as vendas do setor, que ainda conta com o benefício do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) reduzido.

O tamanho da freada aparece na redução do número de famílias que pretendiam reformar a casa. Em agosto, 18,3 milhões de lares, mais da metade (62%) das classes de maior renda (A e B) planejavam uma reforma nos próximos 12 meses, aponta a pesquisa nacional da consultoria Data Popular com 1,8 mil entrevistados.

Em 2010, quando a economia estava a todo vapor e crescia a 7,5%, 22 milhões de famílias queriam reformar a casa e a maior fatia (52%) era da classe C, que agora concentra um terço das intenções de reforma.

"Todo mundo sabe que fazer uma reforma é um saco sem fundo e está pensando duas vezes antes de começar, diante do cenário de incertezas", constata o sócio-diretor da Data Popular, Renato Meirelles.

A cautela do brasileiro acendeu um sinal de alerta na indústria. "Esse ano foi muito difícil", afirma o presidente da Associação Brasileira da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Walter Cover. Ele diz que, entre 2010 e 2013, o faturamento real do varejo (descontada a inflação) cresceu em média 7% ao ano. A expectativa para este ano era de um avanço entre 5% e 6%, mas Cover acredita que a queda deve beirar 1%.

Pesquisa

Até setembro, o faturamento real no varejo de materiais de construção recuou 0,35%, afirma a Abramat, com base na pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No terceiro trimestre, a receita real do varejo caiu 2,4% ante o mesmo período de 2013. E as vendas totais da indústria, incluindo três setores (formiga, imobiliário e infraestrutura) devem cair entre 4% e 5% este ano.

Ana Maria Castelo, coordenadora de Projetos da Construção da Fundação Getulio Vargas (FGV), explica que 50% das vendas da indústria são para o comércio e a maior parte (80%) dessa fatia se destina às famílias. Os 20% restantes são consumidos por pequenas empresas de construção e condomínios, entre outros segmentos.

"O consumo formiga está sofrendo os efeitos do crédito mais caro, das famílias mais endividadas e das incertezas em relação ao que vai acontecer daqui para a frente", observa a economista. Nas suas projeções, o resultado das vendas desse segmento deve ser negativo e será primeira queda desde 2009.

A menor disposição do brasileiro para gastar com materiais de construção também aparece na intenção de consumo para este trimestre. Pesquisa do Programa de Administração de Varejo (Provar) mostra que os paulistanos pretendem desembolsar R$ 5.698 com materiais de construção entre setembro e dezembro. A cifra é 12,5% menor do que a gasta no mesmo período do ano passado e 7% abaixo da verificada no trimestre anterior.

Fonte: Obras 24 horas

Governo promete reajustar limite do Minha Casa, Minha Vida

O governo federal reajustará em 2015 o valor limite dos imóveis que podem ser enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida, de acordo com a secretária nacional da habitação, Inês Magalhães. "Para a meta de contratação de 2015 os valores serão revistos, como fazemos periodicamente", afirmou Inês, depois de participar de seminário sobre o programa habitacional realizado nesta segunda-feira em São Paulo. A secretária não condicionou o reajuste à reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Inês explicou que o ajuste ainda não tem um porcentual definido nem uma data para entrar em vigor. Ela acrescentou que, ao não fixar um prazo específico para o ajuste, o governo federal busca evitar que empresários adiem o início de empreendimentos imobiliários para aguardar os novos valores, o que geraria interrupção na contratação de novos projetos que são de interesse da população de menor poder aquisitivo. "Perseguimos a não indexação da economia, e os ajustes nos valores serão dados a partir de uma análise dos custos", disse. A secretária frisou que o monitoramento nos custos é feito constantemente e que não tem notícia de projetos que foram suspensos por falta de viabilidade econômica.

Inês reafirmou a meta de contratação de três milhões de unidades na terceira etapa do Minha Casa, Minha Vida, entre 2015 e 2018, conforme anunciado pela presidente Dilma Rousseff (PT). Desse montante, 350 mil ocorrerão no primeiro semestre do ano que vem, sob as mesmas condições vigentes, para evitar interrupção na contratação na passagem da segunda para a terceira fase do programa. Questionada, a secretária não confirmou nem descartou a aplicação dos ajustes nas primeiras contratações.

A última mudança no limite de preços do Minha Casa, Minha Vida ocorreu em 2012. Na ocasião, o teto das unidades em São Paulo, Rio e Brasília subiu de 170 mil para 190 mil reais. O limite varia de 90 mil a 170 mil reais nas demais cidades, dependendo do número de habitantes. Empresários da construção reclamam frequentemente da defasagem nos preços e na falta de previsibilidade sobre ajustes futuros. Mas consideraram positivo o acordo recente com o governo federal para estender o programa sob as condições atuais, com mais 350 mil contratações, evitando paralisações.

Fonte: Revista Veja

Construção vê pouco impacto da Lava Jato nas obras públicas

Representantes do setor empresarial da construção civil avaliam que a Operação Lava Jato deve ter pouco impacto no andamento de obras de infraestrutura do país.

“Pode atrasar, mas o Brasil não vai parar. Tem muitas empresas que são capacitadas a fazer pedaços menores dessas obras”, avaliou Eduardo Zaidan, vice-presidente de Economia do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

A investigação, feita pela Polícia Federal, apura o envolvimento de grandes empreiteiras em um esquema de corrupção na Petrobras.

A entidade considera que a operação, apesar de trazer dificuldades a curto prazo, pode ser uma oportunidade para o setor reciclar as empresas que são contratados pelo Poder Público para fazer esse tipo de obra.

“Isso pode sanear o mercado. Além disso, pode-se ter mais recursos a longo prazo para utilizá-los melhor. Provavelmente, o mercado deve sofrer um pouco em 2015, mas pode ser melhor a médio e longo prazos”, analisou José Romeu Ferraz, presidente do sindicato.

Ferraz avalia que muitas empresas estão preparadas para assumir essas obras, mas será necessário adaptar editais de licitação de modo que permitam um maior número de construtoras habilitadas a participar da disputa.

“Adaptar ou flexibilizar editais. Talvez diminuir pacotes de obras para permitir que essas empresas possam entrar. Fazer consórcios. Há diversos instrumentos que podem permitir isso”, explicou.

Zaidan não acredita que a operação resulte na diminuição do investimento em infraestrutura. Qualquer impacto nesse sentido, só seria percebido, de acordo com ele, no ano de 2016.

O vice-presidente explica que isso ocorre porque as obras a serem feitas no próximo ano referem-se a concessões de pelo menos um ano e meio atrás.

“Já deu tempo para essas contratações terem seus projetos de investimentos resolvidos e virarem Produto Interno Bruto (PIB) no ano de 2015”, disse. São esses projetos, segundo o sindicato, que vão contribuir para evitar a recessão no setor no próximo ano.

A estimativa do SindusCon-SP é que o crescimento do setor de construção civil deve ficar próximo de zero em 2015.

A avaliação tem como base a fase de ajuste do mercado imobiliário, o menor crescimento da renda e do consumo das famílias e o fato de que as contratações de obras relacionadas a novos investimentos devem ocorrer com mais intensidade apenas no segundo semestre do ano. O empresariado aposta em um crescimento máximo de 0,5% em relação a 2014.

Fonte: Revista Exame

Confiança do setor da construção civil aumenta 1%

O Índice de Confiança da Construção (ICST) aumentou 1% em novembro ante recuo de 4% em outubro ao passar de 96,9 para 97,9 pontos, segundo a sondagem feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre-FGV). Apesar da melhora, o resultado é o segundo pior da série histórica.

“A melhora da confiança em novembro não permite ainda vislumbrar mudanças significativas no cenário do setor. O indicador de expectativas com a demanda para os próximos três meses atingiu o patamar mais baixo da série. A previsão de contratação continuou a evoluir negativamente, o que significa que as demissões podem ser mais fortes neste final de ano” observou, em nota, a economista Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da Ibre-FGV.

A pontuação em novembro cresceu mais em razão do maior otimismo dos empresários em relação aos negócios do momento. O Índice da Situação Atual (ISA-CST), evoluiu de -6,5%, em outubro, para 2,3%, em novembro, alcançando 90,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-CST), permaneceu estável em 105,4 pontos.

No quesito que avalia como o empresário vê a chance de bons negócios para os próximos três meses foi registrada queda de 3,2%, em relação ao mês de outubro, com 99,4 pontos. No entanto, quando sondados sobre a expectativa para os próximos seis meses, os empresários manifestaram mais otimismo com elevação do índice em 3%, alcançando 111,3 pontos.

Também estão mais confiantes os empresários do setor de edificações com taxa de 1,8% seguida de duas quedas consecutivas. Os dados foram coletados em 687 empresas , no período entre os últimos dias 3 e 21.

Fonte: Revista Exame

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